Dez/2015 – O que esperar de 2016?

Dez/2015 – O que esperar de 2016?

 

“Não culpo meu vizinho, que tem um bar aqui próximo da minha casa, e só fecha lá pelas 3 da madrugada, e eu tenho que trabalhar, ler e ouvir truco;

Não culpo a igreja que tem um nome estranho, mesmo sabendo que no Brasil, eu nunca vi cair neve; não culpo a casa de shows, que toca funk, e mesmo eu não gostando de funk, tenho que ouvir; não culpo a beata, que ao cruzar a entrada na padaria, numa bela manhã de domingo,  não cumprimenta um mero leigo; não… não os culparei dessa vez.
2016 – está chegando, e as pessoas me cercam perguntando e questionando. Há algumas raízes que não irão sofrer, outras muito mais. Por quê? Depende da forma como alguns vão trabalhar.
Eu prezo e sou otimista, para que meu país e as pessoas não sofram.
A sensação é de estarmos num jogo, onde temos que encontrar a melhor estratégia para ganhar e melhor se posicionar.
Na semana que antecedeu o Natal, parei no balcão de um cliente, onde uma funcionária me pediu conselhos para poupar melhor seu salário. Uma conversa que era para durar 5 minutos, lá se foram 40 minutos. Gosto disso. Entre eu e uma simples vendedora, quando avistei até o sócio (meu cliente) estava de ouvidos bem abertos – seguindo algumas dicas e conselhos.
Não há uma receita pura e clara, para poupar.
Primeiramente, evite ser escravo de cartão de crédito. Evite, evite ao máximo. Utiliza somente em casos extremos. Eu já presenciei, pessoas, consumirem pão francês e pagar no cartão crédito. Lembrei do Charles Chaplin, em sua biografia que dizia que:  “Só ama o que se tem.” É isso mesmo. Se não tem… não tem e pronto. O banco vai adorar e aumentar sua lucratividade, quando souber que você paga R$ 2,00 por meia dúzia de pãezinhos; e se você atrasar a fatura, melhor ainda.
Dando continuidade a conversa, há uma outra forma de poupar seu rico dinheiro, traduza suas finanças, vista a cada trimestre. Por exemplo, vamos entrar no mês de janeiro, então registre todas as despesas que você terá nesse primeiro trimestre e seus recebimentos – dito seu salário líquido. Então você terá uma mapa visível do que irá acontecer em janeiro de 2016, fevereiro de 2016 e março de 2016. Os resultados positivos ou negativos são transferidos para o mês seguinte.
Em hipótese alguma assuma uma dívida que não esteja na programação. Essa é a receita para 2016, caso você não venha a perder seu emprego.
Há uma classe, que irá sentir e sofrer com a presente recessão, que está por vir… a dos funcionários públicos. Nunca em duas décadas, havia se falado tanto nas reservas que os estados, municípios e união, vem destacando. Infelizmente.
Não é uma questão de pessimismo. Não. Não. Não.
Os estados, municípios e a união, não fizeram a lição de casa. Lição essa que tem reflexo para todos. Faltou condição de posição. É uma questão de sobrevivência. Mais pessoas perderão seus empregos e haverá um número menor de consumação em produtos e serviços.
O que eu espero para 2016? Menos barulho”.

Fonte: Portal Viva / Colunista: José Gleilton / Data da Publicação: 28/Dezembro/2015